Rota Afro

Espaço Expressa

Endereço: Avenida União dos Ferroviários, 1760, Centro
Telefone: 11 4589-6800

Principais comodidades

Possui wi-fi
Possui acesso pavimentado
Possui estacionamento para automóveis
Possui estacionamento para ônibus

Inaugurada em 1872, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro estabeleceu-se na cidade de Jundiaí em 1890, onde abrigou as oficinas de locomotivas da empresa. Com o objetivo de escoar a produção cafeeira do interior paulista para exportação, os trilhos da Companhia Paulista convergiam para Jundiaí, onde já estava instalada, desde 1867, a The São Paulo Railway Company Ltd, que tinha o monopólio do transporte ferroviário da cidade até o porto santista.

Antes uma economia baseada na mão de obra de pessoas escravizadas, na agricultura de subsistência e no comércio de muares e apetrechos para atender tropeiros e bandeirantes a caminho do interior do Brasil, Jundiaí tem sua paisagem local transformada pela modernidade que a ferrovia representa, viabilizando o desenvolvimento urbano-industrial com a chegada das primeiras fábricas ainda no final do século XIX. Este cenário de transformação promovido pela ferrovia é refletido também nas características da sociedade jundiaiense. Ainda muito antes da chegada da ferrovia, com o processo de colonização, o antigo território indígena viu seus povos originários escravizados e, em seguida, substituídos por africanos que, também escravizados, para cá foram trazidos e cuja força de trabalho foi responsável, em grande parte, pelo desenvolvimento da antiga Província de São Paulo. Com o fim da escravidão, o advento da República e a chegada de imigrantes europeus, sobretudo italianos, a população negra viu-se ainda mais à margem da sociedade. Com a implantação das ferrovias e das indústrias, também surgem novas profissões, formando uma elite proletária entre os trabalhadores da cidade.

Nesta perspectiva, o Espaço Expressa e sua história representam um marco na transição social e econômica de Jundiaí e incluí-lo entre os locais de memória da comunidade negra permite conhecer o contexto de luta e afirmação da população negra para se inserir na sociedade local, além de promover a reflexão sobre as formas de participação do negro na construção da cidade.

Saiba mais em: Arquivo Histórico Professora Maria Angela Borges Salvadori

Texto: Valéria de Paula Ignácio, Departamento de Cultura e Denilson Ricardo André, Departamento de Patrimônio. Unidade de Gestão de Cultura – Fevereiro/2023 – revisão Março/2025.